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Amelia Earhart: Mistério todo desvendado? Exploradores podem ter encontrado avião que sumiu há 86 anos

Amelia Earhart: Mistério todo desvendado? Exploradores podem ter encontrado avião que sumiu há 86 anos

O desaparecimento trágico e misterioso da pioneira aviadora Amelia Earhart, ocorrido há 86 anos durante um voo sobre o vasto Oceano Pacífico, é um dos maiores enigmas não resolvidos da aviação e da história moderna. A notícia recente de uma possível pista, anunciada por uma equipe de arqueólogos subaquáticos e especialistas em robótica marinha da empresa Deep Sea Vision, reacende o interesse e a esperança de finalmente esclarecer o que aconteceu com essa figura icônica da aviação.

Amelia Earhart, nascida em 24 de julho de 1897, destacou-se como uma das primeiras mulheres aviadoras do mundo, desafiando as normas de sua época e conquistando feitos notáveis. Ela alcançou grande notoriedade ao se tornar a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico em 1932. No entanto, foi sua tentativa de circunavegar o globo em 1937 que a colocou no centro de um mistério que perdura até os dias atuais.

Em sua última expedição, Earhart, acompanhada pelo navegador Fred Noonan, pilotava um Lockheed 10-E Electra. A dupla partiu da cidade de Lae, na Papua Nova Guiné, com destino à Ilha Howland, no Pacífico, onde planejavam pousar antes de seguir para o trecho final de sua jornada. Infelizmente, o avião desapareceu sem deixar rastros em 2 de julho de 1937, resultando em uma das maiores operações de busca e salvamento da história até então.

O mistério do desaparecimento de Earhart gerou diversas teorias ao longo dos anos. Uma das mais amplamente aceitas, defendida pelo governo dos Estados Unidos e pela instituição Smithsonian, sugere que Earhart e Noonan caíram no Oceano Pacífico perto da Ilha Howland, pois o avião ficou sem combustível. Essa teoria é baseada nas últimas comunicações de Earhart, indicando que ela estava se aproximando da ilha antes de perder o contato.

Amelia Earhart: Mistério todo desvendado?

No entanto, outras teorias sugerem cenários diferentes. Um documentário do History Channel em 2017 propôs a ideia de que Earhart e Noonan caíram nas Ilhas Marshall, foram capturados e levados para a Ilha Saipan, onde supostamente morreram. Essa teoria foi baseada em uma foto do Arquivo Nacional dos EUA que os investigadores alegaram mostrar Earhart e seu avião. Outra hipótese, proposta pelo Grupo Internacional para Recuperação de Aeronaves Históricas (TIGHAR) em 2016, sugere que Earhart e Noonan sobreviveram a um pouso forçado em um recife no Oceano Pacífico, mas morreram como náufragos após não conseguir pedir ajuda pelo rádio.

Agora, a equipe da Deep Sea Vision adiciona uma nova dimensão à busca pelo Lockheed Electra. Utilizando imagens de sonar, uma ferramenta essencial para mapear o fundo do oceano por meio de ondas sonoras, eles identificaram uma anomalia a mais de 4.800 metros de profundidade que se assemelha a uma pequena aeronave. A localização dessa anomalia, a cerca de 161 quilômetros da Ilha Howland, onde Earhart e Noonan planejavam pousar, aumenta ainda mais a especulação sobre a possibilidade de ser o avião desaparecido.

Exploradores podem ter encontrado avião que sumiu há 86 anos

Tony Romeo, CEO da Deep Sea Vision, expressou otimismo sobre a descoberta, destacando a oportunidade de encerrar um dos maiores mistérios da aviação. No entanto, especialistas alertam que é prematuro fazer afirmações definitivas com base nas imagens de sonar. Andrew Pietruszka, arqueólogo subaquático do Scripps Institution of Oceanography, enfatiza a complexidade de interpretar tais imagens, indicando que é necessário um exame mais detalhado para confirmar a natureza da anomalia.

A análise mais aprofundada pode envolver o retorno ao local com um veículo operado remotamente (ROV) equipado com câmeras para uma inspeção mais detalhada. Essa etapa permitiria determinar se a anomalia corresponde às características do Lockheed Electra de Earhart, incluindo a identificação do número de série ou outras marcações distintivas.

Embora essa descoberta seja promissora, muitas perguntas permanecem sem resposta. A profundidade considerável do local e as condições extremas do oceano apresentam desafios logísticos e técnicos significativos para uma exploração mais aprofundada. Confirmar que a anomalia é realmente o avião de Amelia Earhart exigirá um esforço coordenado e recursos especializados.

Dorothy Cochrane, curadora de aviação geral no departamento de aeronáutica do Museu Nacional do Ar e do Espaço Smithsonian, destaca a importância da descoberta devido à proximidade com a Ilha Howland. Ela ressalta que, nas últimas comunicações de Earhart, suas transmissões de rádio indicavam uma aproximação da ilha. No entanto, Cochrane também observa que a imagem de sonar carece de algumas características do Lockheed Electra, como motores duplos.

A resolução desse mistério cativante pode estar à vista, mas a comunidade científica e os entusiastas da aviação estão cientes da necessidade de cautela. A história de Amelia Earhart continua a ser uma das mais fascinantes da aviação, e o possível desfecho dessa saga lendária aguarda análises mais detalhadas e futuras explorações. O desaparecimento de Earhart permanece não apenas um capítulo intrigante da história da aviação, mas também uma narrativa que representa a coragem e a determinação de uma mulher pioneira que desafiou os limites de sua época.

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