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Protestos agricultores portugueses: já no segundo dia, veja as cidades afetadas com os Protestos agricultores portugueses

Os agricultores portugueses estão levando a cabo protestos significativos em várias regiões do país, manifestando descontentamento com as condições do setor agrícola e buscando melhorias nas políticas governamentais. Vários pontos-chave desses protestos ajudam a entender as preocupações e demandas dos agricultores.

Cidades afetadas pelos Protestos agricultores portugueses

1. Fronteira de Vila Verde de Ficalho, Beja:
Os agricultores que se encontram na fronteira de Vila Verde de Ficalho, no distrito de Beja, afirmam que não vão encerrar os protestos antes da manhã de sexta-feira. De acordo com João Pedro Pereira, porta-voz do movimento, as condições iniciais estabelecidas pelos agricultores ainda não foram cumpridas. Eles expressaram o desejo de compromissos não apenas do governo em exercício, mas também de todos os principais partidos políticos. O grupo está determinado a manter sua presença até obterem garantias sólidas para suas reivindicações.

2. A25, Alto do Leomil, Almeida:
Agricultores bloquearam a A25, próximo ao Alto do Leomil, em Almeida, aguardando os resultados de uma reunião por videoconferência com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes. Paulo Tomé, representante do Movimento Civil de Agricultores, comunicou aos manifestantes que propostas foram apresentadas, focando no pagamento imediato de valores em dívida, incluindo pagamentos retidos e relacionados às pastagens.

3. IC1 na Mimosa, Santiago do Cacém:
Após bloquearem o IC1 na Mimosa, em Santiago do Cacém, cerca de 70 tratores e outros veículos agrícolas começaram a desmobilizar por volta das 21h. José Miguel Contreiras, porta-voz do grupo de agricultores, explicou que, apesar da desmobilização, alguns tratores ainda permanecem no local, devendo sair durante a madrugada. O bloqueio foi realizado em protesto contra cortes de ajudas e políticas governamentais.

4. Elvas, Fronteira do Caia:
A fronteira do Caia, em Elvas, foi palco de protestos, e os agricultores começaram a desmobilizar após receberem a garantia de que receberão, até o final do mês, os apoios que haviam sido retirados. O Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) se comprometeu a repor os 60 milhões de euros correspondentes às ajudas à agricultura biológica e produção integrada retiradas em 25 de janeiro.

5. Coimbra:
Agricultores em Coimbra planejam manter o protesto até pelo menos sexta-feira, esperando respostas positivas do governo ao caderno de reivindicações apresentado. Carlos Plácido, do movimento organizador do protesto, expressou insatisfação com as respostas obtidas até o momento, destacando a necessidade de soluções para questões como o fim do nivelamento nacional, a retomada da construção da barragem de Girabolhos, descontos no gasóleo agrícola e apoios à perda de rendimentos.

6. Medidas do Governo:
O governo português anunciou um pacote de apoio aos agricultores, destinado a mitigar o impacto causado pela seca e reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC). O pacote, com mais de 400 milhões de euros, inclui medidas como apoios à produção, linha de crédito para apoio à tesouraria, descida do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) para o gasóleo agrícola e reforço nos pagamentos diretos aos agricultores.

7. Protestos em várias regiões:
Manifestações ocorreram em várias localidades, incluindo Chaves e Montalegre, com marchas lentas e bloqueios de estradas. Agricultores em diversas regiões do Ribatejo e Oeste concentraram-se na Ponte da Chamusca, realizando uma arruada sem entrar na autoestrada.

8. Protesto em Bruxelas:
Agricultores portugueses também protestaram junto ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, desde o dia anterior, demonstrando uma abordagem internacional para chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelo setor.

Esses eventos destacam a frustração e a determinação dos agricultores em buscar mudanças substanciais nas políticas agrícolas e nas condições que afetam diretamente o setor em Portugal. A situação permanece dinâmica, com o governo em negociações para resolver as demandas dos agricultores e aliviar as tensões.

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